Novas leituras
A mensagem anterior "Talvez nunca possa dizer o que entendi" deve ser desconsiderada, pois não era exatamente aquilo que queria dizer. Acho que é mais ou menos o que está abaixo.
Esse ano eu li um livro que já tinha lido há algum tempo. Eu claro lembrava de muitas coisas como também havia esquecido outras. Mas não importava, porque já sabia o final. De certa forma perdeu a graça. Quando sentimos como será o fim de um evento, nos tornamos assim: sem graça. E como um livro na estante já lido aparentamos para o mundo, porque você tem aquela cara de que esticou o elástico pra ver até onde ele ia, porque você folheou as últimas páginas e desistiu de ir em frente naquele evento com medo do fim. Por isso a cara de livro já lido.
Você lê o fim do livro porque quer saber se deve continuar lendo. Mas não gostando do fim, você vai lendo até chegar o clímax mesmo assim, e quando chega nas últimas páginas você vai desacelerando até parar. Você por uma força estranha não prossegue. É claro que podia ter arrancado umas páginas lá pelo meio e escrito-as a próprio punho, mas pra você isso seria enganação do mesmo modo, porque o fim é o fim. É aquele que você já conhece.
Só parece haver aqui duas coisas a fazer, não como escolha, mas em seqüência inalterável. Primeiro faz-se necessário o silêncio. Este pode ser absoluto ou assistido. Posteriormente, passada a necessidade do silêncio, é chegado o momento de nova leitura. Eu teria preferido o silêncio assistido, pois o não assistido era mentalmente muito barulhento. Era preciso alguém que me ajudasse a calar a mente. Mas meu aparente silêncio exterior soara demente, enquanto o cérebro se remexia. Devia ser muito assustador. Talvez eu seja mesmo assustador.
Novas leituras
Esse ano eu li um livro que já tinha lido há algum tempo. Eu claro lembrava de muitas coisas como também havia esquecido outras. Mas não importava, porque já sabia o final. De certa forma perdeu a graça. Quando sentimos como será o fim de um evento, nos tornamos assim: sem graça. E como um livro na estante já lido aparentamos para o mundo, porque você tem aquela cara de que esticou o elástico pra ver até onde ele ia, porque você folheou as últimas páginas e desistiu de ir em frente naquele evento com medo do fim. Por isso a cara de livro já lido.
Você lê o fim do livro porque quer saber se deve continuar lendo. Mas não gostando do fim, você vai lendo até chegar o clímax mesmo assim, e quando chega nas últimas páginas você vai desacelerando até parar. Você por uma força estranha não prossegue. É claro que podia ter arrancado umas páginas lá pelo meio e escrito-as a próprio punho, mas pra você isso seria enganação do mesmo modo, porque o fim é o fim. É aquele que você já conhece.
Só parece haver aqui duas coisas a fazer, não como escolha, mas em seqüência inalterável. Primeiro faz-se necessário o silêncio. Este pode ser absoluto ou assistido. Posteriormente, passada a necessidade do silêncio, é chegado o momento de nova leitura. Eu teria preferido o silêncio assistido, pois o não assistido era mentalmente muito barulhento. Era preciso alguém que me ajudasse a calar a mente. Mas meu aparente silêncio exterior soara demente, enquanto o cérebro se remexia. Devia ser muito assustador. Talvez eu seja mesmo assustador.

Comentários