Talento inútil
Dentro de uma noite gostosa de conversa bem mole, bem leve... a luz. Ela veio como sinal de paz a uma alma cansada e desvirtuada. Mas palavras e mãos doces teriam que uma hora cessar, porque a tristeza precisa ter seu lugar. Ela veio um pouco de mim, de minha alma de detetive, insegura e sedenta de certeza. A certeza sempre mata muitas coisas. Uma delas é a fé . E desfez-se a luz.
Resta se preparar para as trevas ... talvez eternas. Não há mais minha voz, não há meu toque, não há mais desespero e charme residual que encante. A luz foge de mim. Se há maldade em mudar seu próprio ser, mais maldade é não adiantar mudar. As coisas lindas empacotas em ouro, os prazeres novos, as experiências múltiplas são demais para serem abatidas por mim: pequeno ser sem graça, careta, carinhoso e pedante. Um mundo, como dizem, é bem grande, as possibilidades ainda mais. Quem pára por um grão de areia nesse mundão? Eu. Parei para um grãozinho perdido no mundo que brilha tanto. Mas ter visto e cuidado desse brilho me dá apenas o mérito da boa visão. E só. O maior talento do poeta é ver e não ser visto. E desfaça-se a luz!
Resta se preparar para as trevas ... talvez eternas. Não há mais minha voz, não há meu toque, não há mais desespero e charme residual que encante. A luz foge de mim. Se há maldade em mudar seu próprio ser, mais maldade é não adiantar mudar. As coisas lindas empacotas em ouro, os prazeres novos, as experiências múltiplas são demais para serem abatidas por mim: pequeno ser sem graça, careta, carinhoso e pedante. Um mundo, como dizem, é bem grande, as possibilidades ainda mais. Quem pára por um grão de areia nesse mundão? Eu. Parei para um grãozinho perdido no mundo que brilha tanto. Mas ter visto e cuidado desse brilho me dá apenas o mérito da boa visão. E só. O maior talento do poeta é ver e não ser visto. E desfaça-se a luz!

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Bola prá frente!