Rock in Rio 2011: pluralidade em excesso.


Muito já se falou do perfil "plural" do Rock in Rio que chama artistas inclusive de axé. Mas a questão não é a segregação ou pluralização do evento. É uma questão de segmentação do público. Somente isso! Não tem nada a ver com discriminação.

Deveria ser um evento dos apreciadores do rock. Mas alguns argumentariam: "Por que não dialogar com outros gêneros?". Eu respondo: os outros gêneros (samba, axé, eletrônico, etc) já possuem seus próprios eventos. Já não basta o número infinito de micaretas? Ou deixemos assim com uma pergunta: o que os soteropolitanos achariam do “Iron Maiden” (tocando Iron Maiden, tá, não uma adaptação para o Olodum) abrindo seu carnaval deixando os demais blocos genuinamente participantes do evento em segundo plano? Que tal “System of a Down” no São João de Campina Grande?

E se a questão é o dinheiro envolvido, qualquer aluno de 2º semestre de marketing e publicidade sabe muito bem o que significa segmentação e como isso pode dar até mais dinheiro que quando colocamos todos na mesma panela.Não é uma questão de discriminar, mas de entender que os grupos sociais, os variados segmentos da sociedade são afeitos a coisas diferentes, tem características que os tornam ímpares (não melhores, nem piores, apenas particulares). Na maioria das vezes é importante que as coisas diferentes convivam e dialoguem. Mas nesse caso não é impróprio ou imoral ou preconceituoso, mas sim desnecessário. É como uma festa na sua casa para qual você convida quem você está a fim de que curta a festa com você. Não é por que sua festa não foi aberta para a rua inteira que algumas pessoas do bairro vão se sentir discriminadas, concordam?

Comentários

Kleyton J. disse…
Perfeito cara!! Meu oomentário é: "sem comentários".

Postagens mais visitadas