Tudo ou nada

"Eu não sou do meio
Não sou do meio termo.
Quero todos os versos ou nenhum.
Todos os sons ou o silêncio total.
Nada de meias palavras de duplo sentido'"
(Gessinger)

Não quero mais nada.
Aliás, nunca foi nada
O único fatídico nada sou eu
Então melhor não se importar com nada
Nada é nada
Mas o silêncio é tudo
Agonia é tudo
Desprezo é tudo
Descaso é tudo
O tudo faz o nada
E é por isso que não sobrou nada.
Foi muito tudo.
Eu sempre muito tudo
Eu sempre esqueço
Que tentar tudo
Costuma dar em nada
Queria de ontem
Lembrar nada.
Mas como desprezo é tudo
Não queria esquecer de nada,
mas a vodka e a cerveja
interromperam meus planos.

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