1, 2, 3, 4.2 meia e já!!!
Em todos os meus dias de 48 horas (como fala minha amiga Monica Saraiva) e nas minhas lutas individuais e coletivas jamais tinha vivenciado um ano tão difícil. É, entretanto, bom sentir a vida pulsando e perceber o amor que nos cerca em forma de abraços, beijos, mensagens nas variadas redes sociais que deixaram o mundo do tamanho de um ovo de codorna. Meu enorme agradecimento a todas as demonstrações de carinho, à companhia nos bares ao som de música boa, às cangas compartilhadas na areia da praia, aos abraços apertados nas horas difíceis. Foi muito especial o encontro familiar no Corredor Cultural do Benfica com a nossa descoberta de novas coisas pra fazer juntos. É especialmente indescritível o sentimento de hoje saber que tenho uma companhia que me enche de amor diariamente e não solta minha mão em horas de pressão.
Descobri ontem (10/12/2018) que minha data de aniversário coincide com aniversários de coisas bem maiores. Ontem a Declaração Universal dos Direitos Humanos fez 70 anos. Como só tenho 42 e sou mundialmente quase irrelevante, isso faz a gente se sentir uma formiga! Alguns podem pensar não haver o que comemorar nesse sentido, afinal, esses direitos ainda são apenas sonhos para bilhões de seres humanos. E esse direitos respiram por aparelhos especialmente no nosso Brasil! Aqui eu cito versos de uma canção de Humberto Gessinger: "Se nada faz sentido, há muito o que fazer". Então, se não podemos comemorar plenamente, celebremos, pois, nossa força em seguir lutando pra realizar esse tanto muito por fazer. Então, ninguém solta a mão de ninguém e feliz aniversário à luta por um mundo melhor e mais humano!!!

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