Memorial atômico

A vida é boa, mas a vida também é dura. 

É preciso tornar as perdas suportáveis para seguir. 

Toda vida devolverá todos os átomos emprestados

que depois construirão tantas outras formas de vida, 

assim como um dia construíram a sua 

e de cada florzinha ou formiga.

Mas não somos insignificantes.

Somos necessários!

Também não somos grandiosos 

ou melhores que qualquer outra vida. 

As memórias, entretanto, são singulares. 

Atomicamente humildes.

Memorialmente grandiosos.

(Agarrando-me às memórias do amigo Samuel Átila, que hoje faz o caminho de volta às estrelas que tudo produzem.)


Comentários

Postagens mais visitadas